Ana Maria Magalhães explica o que é produção de arte no “Ofício em Cena” da GloboNews

Foto: Reprodução
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“Se tivesse que definir em uma frase o trabalho da produção de arte, talvez seria: um ofício que pesquisa a vida para recriá-la na fantasia, com perfeição e invenção”. Uma das pioneiras da produção de arte na televisão, Ana Maria Magalhães, é a próxima entrevistada de Bianca Ramoneda no “Ofício em Cena”. Com 40 anos de profissão, participou de mais de 70 produções, incluindo “Roque Santeiro”, a primeira versão de “Guerra dos Sexos”, com a cena antológica em que os personagens de Paulo Autran e Fernanda Montenegro atiram comida um no outro durante o café da manhã, e “Avenida Brasil”, com seu lixão cenográfico.

Em tudo o que vemos numa cena de ficção, há sempre um pouco da mão de um produtor de arte – seja na concepção e decoração dos ambientes, nos objetos, numa chuva cenográfica, nos carros, carruagens, helicópteros e até nos animais que precisam estar a postos para entrar em cena. A produção de arte cuida também da forma como as cenas acontecem e do comportamento dos personagens nas mais diversas situações, como num requintado jantar de época, numa fazenda de cacau, num velório ou num parto. Por isso é tão difícil definir e limitar a atuação do produtor de arte. Além de ser um profissional que trabalha em parceria com muitos outros, como figurinistas e cenógrafos.

De “Avenida Brasil”, Ana Maria lembra de detalhes da concepção da casa da família de Tufão e do lixão cenográfico. A equipe pesquisou sobre casas de jogador de futebol e de artistas exóticos para montar a residência “dentro de uma crítica da ostentação”. Do lixão, ela conta, o desafio era retratar a realidade tão terrível de forma que o público não rejeitasse. “Cada assistente trazia um grupo de coisas que tinha em casa, limpas, cenografadas e em saquinho plástico para jogar no nosso lixão”, lembra.

E numa realidade em que as imagens estão com uma definição cada vez mais alta, a chance de pequenos defeitos passarem despercebidos é cada vez menor. “Se você faz uma novela como “Avenida Brasil”, lá no lixão, é normal. Mas numa novela sofisticada, um cabelo que fica em pé, incomoda. As pessoas devem ficar de olho no monitor, tem que aprender a usar a modernidade a seu favor”, explica.

A entrevista de Ana Maria Magalhães ao “Ofício em Cena” vai ao ar na próxima terça-feira, dia 18, às 23h30, na GloboNews.

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