Diretor-geral de “Carinha de Anjo”, Ricardo Mantoanelli fala sobre expectativa: “A melhor possível”

(Leonor Corrêa, Ricardo Mantonelli e Íris Abravanel na coletiva de imprensa de "Carinha de Anjo"/Lourival Ribeiro/SBT)
(Leonor Corrêa, Ricardo Mantonelli e Íris Abravanel na coletiva de imprensa de “Carinha de Anjo”/Lourival Ribeiro/SBT)

O diretor-geral do “Carinha de Anjo”, Ricardo Mantoanelli revelou em entrevista a sua expectativa para a estreia de “Carinha de Anjo”. É a primeira novela de Ricardo como diretor-geral. Ele conquistou essa oportunidade após inúmeros trabalhos bem-sucedidos no SBT.

Qual é a sua expectativa para a estreia de Carinha de Anjo?

A melhor possível. É um trabalho feito com muita vontade e amor por uma equipe dedicada. Esperamos manter o padrão de audiência, credibilidade e retorno comercial obtidos pelas novelas antecessoras.

Essa é sua primeira telenovela como diretor-geral na carreira. Qual olhar você quer imprimir nesta obra?

Não sou mais ou menos importante que qualquer um da equipe por conta do título “diretor-geral”. Somos todos engrenagens dessa fábrica de sonhos que é a teledramaturgia. Recebi essa missão da direção do SBT e espero honra-la com muita dedicação e capricho. O olhar que busco imprimir em Carinha de Anjo é o mais puro: O olhar da criança. Acompanhar a trama com os olhos e sentimentos da Dulce Maria vai ser uma viagem em busca de valores que a sociedade atual tem deixado de lado. Esse personagem quer aproveitar a vida com alegria e desfrutar do presente que é ter quem a gente ama ao nosso lado. Tudo com muita simplicidade. Como dizem, a simplicidade é o auge da sofisticação.

Como foi a preparação do elenco para dar vida aos núcleos da novela?

Fizemos algumas leituras por núcleos, depois já com figurinos e por último nos cenários para que os personagens se apropriassem dos seus ambientes. O tom e o ritmo fomos acertando no dia a dia de gravação. É um elenco inteligente. As crianças fizeram uma longa preparação com Marcia Ítalo e Ariel Moshe sempre com acompanhamento da Rosa Nacarato, nossa psicóloga.

Você se inspira no modelo de direção da versão mexicana ou realiza uma proposta inédita?

Tenho muito respeito pelo trabalho realizado pelo Nicandro Diaz, diretor da versão mexicana. Estivemos juntos algumas vezes e trocamos ideias e referências. A proposta da adaptação é mais ampla. Iris e Leonor incluíram outros núcleos de personagens e tramas paralelas. Cada núcleo tem uma cadencia e linguagem específica. É sutil, mas o olhar da direção ajuda a contar mais sobre cada personagem e as diferenças entre eles.

A pequena Lorena Queiroz possui apenas 5 anos e está protagonizando sua primeira novela. Qual é o desfio de conduzir os trabalhos com uma atriz tão jovem?

Esse é o maior desafio dessa novela. Precisamos respeitar seus limites e ao mesmo explorar o que ela tem de melhor: a espontaneidade. Agora que a Lorena está super adaptada, se revelou uma atriz criativa e que tem sempre uma frase ou ação para agregar nas cenas. Isso é mágico e contagiante. Quando um “caco” ou uma reação espontânea dela se encaixa na sequência, olho pra equipe no set e estão todos paralisados com sorriso no rosto. E ela faz isso de forma orgânica, pois se relaciona muito bem com todos e com o próprio personagem. Só cabe a direção estimular e lapidar esse talento.

Carinha de Anjo será uma novela musical como suas antecessoras? Haverá videoclipes?

Sem dúvida. Os videoclipes estão no DNA das nossas novelas e as crianças de todas as idades se habituaram a eles. Aliás, uma das formas de contar a história de “Carinha” é com os ouvidos. Há cinco núcleos musicais e todos terão videoclipes: Zeca e seu sertanejo de raiz, Juju e seu pop adolescente, as freiras e seu coral no melhor estilo “Mudança de Hábito”, o coral das crianças com clássicos infantis e os temas lúdicos de Teresa, interpretados pela Lucero.

A estrela internacional Lucero faz parte de Carinha de Anjo. Como está sendo dirigir a atriz mexicana? Existe diferença entre dirigir uma atriz mexicana e uma brasileira? Como a novela resolveu a questão do idioma?

Um privilégio. Lucero é uma pessoa iluminada. De cara virou uma espécie da madrinha do elenco e equipe. É doce, ativa, atenta a direção e tem energia de criança. Por isso foi imediata a química entre ela e Lorena. Na novela sua personagem Teresa nasceu no México mas veio ainda menina para o Brasil com os pais trabalhar na lavoura. Isso justifica o sotaque, mas de tão aplicada já está dando aula de português!

A novela lançou nas redes sociais, antes mesmo de estrear na TV, o Vlog da Juju (da personagem de Maisa Silva), que já possui mais de um milhão de visualizações (somente no Youtube). Como essa novidade impacta na novela? Como essa relação de multiplataforma envolvendo um personagem influencia na direção?

Encarei esse personagem da Juju como uma oportunidade assim que recebi o primeiro capítulo. Me perguntava: por que a novela não pode continuar em outras plataformas depois de sair do ar? A Maisa é um fenômeno na internet e tínhamos que aproveitar mais esse talento dela. O resultado tem sido fantástico. Nos números de views, na permanência (fidelidade) e na entrega da própria Maisa em cena.

Após o trabalho do SBT com tantas crianças, como em Carrossel, Chiquititas e Cúmplices de Um Resgate, o que se pode esperar da turminha de Carinha de Anjo?

Uma vontade de ser criança pra sempre, redescobrir valores, estar perto das nossas famílias e de quem amamos. Carinha tem crianças de uma faixa etária inferior a carrossel, mas isso não torna a trama mais infantil. É uma história clássica de um pai aprendendo a educar uma filha após um longo período de ausência.

Essa novela possui mais cenas externas do que as demais? É um desafio dirigir essas cenas?  

As externas são sempre mais complexas por conta dos deslocamentos, logística, condições meteorológicas e até da posição do sol. Tivemos a sorte de encontrar a locação ideal para o coração da trama em Itatiba (interior de São Paulo), que fica próxima ao SBT. É uma fazenda linda que nos recebeu muito bem e trouxe brilho e beleza para “Carinha de Anjo”.

Você traz algum elemento novo, como tecnologia 4K ou alguma outra ferramenta que valha a pena destacar no release?

Usamos algumas imagens de drone com captação 4K para localizar a cidade de Doce Horizonte, inspirada em um município de 500 mil habitantes do interior paulista. As cenas dos sonhos de Dulce Maria e sua mãe Teresa também mereceram um tratamento especial na luz, cenografia e pós produção com efeitos especiais.

Como funciona a rotina de gravação do novo elenco?

Todos recebem com antecedência de uma semana o roteiro de gravação com horários, esquema de transporte, quantidade, resumo e ordem das cenas que serão gravadas em estúdio ou externa. Assim conseguem se planejar e administrar seu tempo livre.

Qual a mensagem que Carinha de Anjo pretende passar ao público?

Se pudesse resumir em uma só palavra diria: Ternura. Trata-se de um triângulo amoroso que tem como centro uma menina de 5 anos que está descobrindo o que é o amor de um pai. Uma novela bem equilibrada no melodrama, humor e ação. Para assistir em família e se divertir sem passar por qualquer constrangimento.

Quais foram os recursos utilizados para adaptar a novela para os dias atuais? Serão presentes os recursos tecnológicos? Se sim, quais?

Adaptar para os dias atuais não significa apenas introduzir celulares e outros gadgets. Significa também resgatar valores familiares, brincadeiras do tempo da vovó e uma boa dose de magia. Para a sequência dos sonhos utilizamos recursos de computação gráfica para torná-los ainda mais lúdicos, mas de uma maneira geral a história deve prevalecer sobre a forma.  O núcleo da Juju é chamado “família conectada” e aí sim veremos um desfile de câmeras, celulares e um pouco mais de ousadia na linguagem em função da narrativa.

A novela Carinha de Anjo terá ainda mais cenas externas? Por qual motivo foi escolhido locações ao invés de construir uma cidade cenográfica?

Como a cidade cenográfica estava servindo “Cúmplices de Um Resgate” optamos por iniciar as externas por locações. Agora a cidade está passando por uma reforma para se transformar na fictícia Doce Horizonte.

A cidade cenográfica está sendo construída. Ela entra em qual contexto na novela? Qual o núcleo que usará ela?

A cidade cenográfica será um bairro da Doce Horizonte. Lá encontraremos a praça, a delegacia e o comércio. Na praça ficará o food truck do Vitor, um chef amigo de Gustavo que muda-se para a cidade de Doce Horizonte, onde se apaixona pela Tia Perucas. Diversão, fofoca, emoção, conflitos e comida boa não vão faltar nesse novo ponto de encontro da cidade.

A nova novela do SBT estreia no próximo dia 21, na faixa das 20h30. A trama dividirá a faixa com os últimos capítulos de “Cúmplices de Um Resgate”.

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