História da TV Tupi é destaque na série “Novela – 65 Anos de Emoções”

"O Direito de Nascer" - Nathália Timberg e Amilton Fernandes, 1964. Foto: Divulgação/TV Cultura
“O Direito de Nascer” – Nathália Timberg e Amilton Fernandes, 1964. Foto: Divulgação/TV Cultura

O quarto episódio inédito da série “Novela – 65 Anos de Emoções”, intitulado “TV Tupi: Pioneirismo e Renovação”, conta a história da emissora responsável pela produção da primeira novela da televisão brasileira, em 1951: “Sua Vida Me Pertence”. A atração será exibida neste domingo (30), às 19h30, na TV Cultura.

Com a produção de inúmeras novelas, a TV Tupi conseguiu tornar o gênero televisivo um hábito na vida de milhões de pessoas em todo o país. Dramaturgos como Ivani Ribeiro, Geraldo Vietri e Walter George Durst, e atores como Juca de Oliveira, Ana Rosa, Sérgio Cardoso, Berta Zemel, Aracy Balabanian, Eva Wilma e tantos outros, transformaram a telenovela num importante produto público. Personagens como o Dr. Valcourt, de “O Preço de Uma Vida”, ou Nino, de “Nino, o Italianinho”, passaram a fazer parte do dia a dia dos telespectadores.

Na década de 1960, a Tupi foi a responsável, também, por dois momentos revolucionários que mudaram os rumos da telenovela brasileira: “O Direito de Nascer” e “Beto Rockfeller”. “O Direito de Nascer” gerou uma catarse coletiva em torno do drama de uma freira em busca do seu filho desaparecido, a ponto de o capítulo final da novela ter sido encenado em grandes festas de encerramento no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com a presença de milhares de pessoas.

Na contramão dessa fórmula melodramática, Bráulio Pedroso cria “Beto Rockfeller”, que viria a ser um divisor de águas. Na história, desponta Luis Gustavo interpretando o anti-herói, o sujeito comum que tenta de todas as maneiras subir na vida, e uma galeria de personagens urbanos, com seus pequenos problemas cotidianos e a linguagem das ruas e dos botecos. Uma revolução que provocou mudanças profundas no gênero, daí em diante. No entanto, os problemas administrativos e financeiros que abalavam a TV Tupi asfixiavam a emissora, e em 1980 a pioneira saía do ar, definitivamente.

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