Record anuncia a novela que substituirá “Bicho do Mato” na faixa das 16h

A Record TV bateu o martelo e definiu a novela que substituirá “Bicho do Mato” a partir do mês de julho na faixa das 16h.

Escrita por Marcílio Moraes, em 149 capítulos, a trama escolhida foi “Essas Mulheres”.

A novela foi exibida originalmente no ano de 2005, na faixa das 19h, e reprisada em 2007, na faixa das 17h. A reprise de 2007 foi retirada do ar 20 dias após a reestreia devido à baixa audiência.

À época, a emissora enviou um comunicado à imprensa creditando o fim brusco da novela aos baixos índices e sinalizou que tal atitude não era inédita na TV – usando como exemplo as séries “Smith” e “Viva Laughlin”, da rede americana CBS, com apenas três e dois episódios exibidos. A emissora encerrou o comunicado pedindo a compreensão dos telespectadores da novela.

Veja o trailer com imagens da novela:

ESSAS MULHERES

A trama se passa em 1880, na cidade do Rio de Janeiro, seguindo a vida de três mulheres fortes e determinadas. Aurélia (Christine Fernandes), Maria da Glória (Carla Cabral) e Mila (Miriam Freeland) são grandes amigas que frequentam as aulas de etiqueta juntas, porém a vida não demora muito para coloca-las em rumos completamente diferentes. Aurélia vivia com sua mãe e irmão em uma casa de favor, porém eles são expulsos quando seu tio Lemos (Paulo Gorgulho) vende o imóvel sem piedade, forçando-os a ir morar de aluguel e ela trabalhar como empregada para a arrogante Adelaide (Adriana Garambone) – que a humilha constantemente e lhe rouba Fernando Seixas (Gabriel Braga Nunes), jornalista com quem ela vivia um romance. O rapaz abandona a moça pelo alto dote de Adelaide, que poderá salvar sua família da falência, fazendo com que Aurélia fique amargurada e jure se vingar. Seu pai – que não vivia com eles por ser filho de um grande senhor de engenho e nunca ter tido coragem de assumir a família clandestina – é assassinado em uma das vindas para o Rio visitá-los e, logo em seguida, sua mãe também falece, deixando-a orfã.

Enquanto isso, Maria da Glória decide entregar-se para maquiavélico Cunha (Roberto Bomtempo) em troca de dinheiro para comprar os remédios para seu viúvo e doente pai e comida para sua irmã mais nova – o que faz com que o patriarca expulse-a de casa. Para não envergonhar mais a família, a moça forja sua morte e assume o nome de Lúcia Bicallo, tornando-se a maior cortesã do Rio de Janeiro, atendendo apenas milionários e arrancando deles grandes fortunas. Ela é venerada por Ferreira (Daniel Boaventura), que liquida seu dinheiro por ela, mas vive um romance com o diplomata Paulo (João Vitti), que sabe a verdade e sonha em tira-la desta vida, apesar das ameaças de Cunha, que não aceita perder sua fonte de lucro. Paralelamente, Mila se tornou uma mulher à frente de seu tempo, sendo abolicionista e feminista, além de uma exímia pintora sem medo de se aventurar. Ela se apaixona pelo médico negro Dr. Augusto (Alexandre Moreno), o que gera o ódio de sua mãe, a conservadora Leocádia (Ana Beatriz Nogueira), que transforma sua vida em um inferno.

Durante este tempo, Aurélia recebe a herança milionária de seu avô paterno, que lhe reconheceu como neta antes de também morrer e deixou uma das maiores fortunas do Brasil. Ela desaparece por um ano e volta ao Rio de Janeiro na companhia da família real, mostrando a todos que se tornou a grande senhora da alta sociedade, pronta para se vingar de Fernando. A moça manda oferecer-lhe uma fortuna para que se case com uma mulher misteriosa e bela, sem deixar que ele saiba que é ela. Ao aceitar o acordo, Aurélia revela toda a verdade e tem Fernando em suas mãos para se vingar a cada dia de casado, mostrando-lhe toda amargura de um amor desperdiçado.

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