SBT comemora 35 anos amanhã, 19 de agosto; saiba o que as agências de publicidade pensam sobre o canal

(Foto: Divulgação)
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Daqui há algumas horas o SBT encerrará mais um ciclo. Serão 35 anos de trabalho dedicado a diversão e informação aos brasileiros. Em entrevista a revista “Meio & Mensagem”, alguns dos mais importantes nomes da publicidade resolveram debater sobre o que as agências pensam sobre o canal de Silvio Santos. De acordo com a nota: “Uma rede de televisão que conseguiu preservar sua essência popular e a linguagem familiar, ao mesmo tempo que acompanha a evolução dos meios de comunicação e de consumo de conteúdo”.

Entre outros pontos abordados na conversa, dois estiveram na boca de todos: a estabilidade na grade de programação e a gestão sólida e profissional do SBT. Todos se lembram que uma das maiores queixas, não só do mercado quanto do público era a instabilidade da grade. Você assistia um programa hoje e no dia seguinte você não tinha a certeza de encontrá-lo no ar. Agora, o mercado vê o canal mais ligado a família do que a maioria dos outros canais e uma ponte eficiente em transmitir conteúdo de qualidade. “Tenho a recordação de que, desde 1981, a emissora possui essa conexão com a família. Essa é uma das características do próprio Silvio Santos que acabaram tornando a empresa uma das principais e mais competentes TVs do Brasil”, aponta Paulo Gregoraci, vice-chairman e COO da WMcCann.

Além de ser uma emissora família, o mercado entende que a programação do canal de Silvio Santos se tornou uma alternativa à programação da Globo. Nesse sentido, eles ainda analisam que não é uma programação para competir pela liderança, mas para ser apenas, uma boa alternativa. “O SBT se dispôs a proporcionar diversão à família. A emissora tem alguns hits em sua programação, que atingem crianças e adultos e acredito que tenha sido uma opção honesta não brigar para ser uma TV que produz conteúdos caríssimos”, declara Adrian Ferguson, vice-presidente de mídia da DM9DDB.

Outro ponto que foi destaque foi os investimentos na programação infanto-juvenil. É a única emissora de sinal aberto do país a produzir atrações do segmento e isso é prato cheio para os anunciantes. “É inquestionável o sucesso da programação infantil, que alcança resultados significativos de audiência. Outro ponto forte são os programas direcionados para as classes mais populares, pois conseguem grande fidelidade de parcela significativa da população”, diz Flávio de Pauw, diretor-geral de mídia da Ogilvy.

A vice-presidente de mídia da Leo Burnett Tailor Made concorda com os concorrentes: “a emissora tem uma programação que agrada a família brasileira, mas principalmente a de renda média, que representa o maior percentual da população, além de ser uma das poucas emissoras abertas que preservam conteúdo voltado ao público infantil”.

Campanha impressa do SBT em comemoração aos 35 anos. Foto: Divulgação/SBT
Campanha impressa do SBT em comemoração aos 35 anos. Foto: Divulgação/SBT

Adrian, da DM9DDB afirma que um dos trunfos do SBT foi ter saído da “Silviodependência” e afirma que o canal deu um salto de qualidade no conteúdo e na administração. “Enxergo o SBT muito mais maduro em termos de gestão de qualidade e conteúdo. A emissora não tem mais aquela ‘Silviodependência’, pois conseguiu formar uma equipe de liderança profissional, com objetivos claros. O mercado sempre teve um grande apreço pelo SBT e, hoje, isso vem acompanhado de uma visão muito positiva”, afirma Adrian. “O SBT construiu uma identidade definida. A fase da instabilidade ficou no passado e hoje é notável a existência de uma gestão muito mais profissional”, concorda Gregoraci.

O futuro da emissora, discutido entre os profissionais apontam um caminho certo: a qualificação do conteúdo e a continuidade dos investimentos referentes as plataformas digitais. “As pessoas estão se tornando cada vez mais multicanais e isso acompanha a tendência do on demand. O mercado pode se beneficiar com esse incremento da audiência que, a cada ano, passa a ser bem expressivo”, declara Andrea. “Quanto maior for essa integração entre as plataformas, maiores serão as possibilidades para os anunciantes. Muitas categorias de consumo geram conversão de vendas em plataformas digitais e, para um veículo de massa, é muito valioso poder oferecer soluções nesse ambiente”, afirma Flávio De Pauw, da Ogilvy.

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