“Vamos viver a sexualidade onde a gente é feliz”, dispara Ana Cañas no “Mariana Godoy Entrevista”

Foto: Artur Igrecias/RedeTV!
Foto: Artur Igrecias/RedeTV!

Os deputados Paulo Roberto Gomes Mansur (Beto Mansur/PRB-SP), Eronildes Vasconcelos Carvalho (Tia Eron/PRB-BA) e Fausto Pinato (PP-SP), além da cantora Ana Cañas, foram os convidados do “Mariana Godoy Entrevista” da última sexta-feira (15).

Antes de começar a debater política, Mariana Godoy convidou Ana Cañas a abrir o programa com uma música. Declaradamente feminista, ela escolheu ‘Mulher’ e dedicou a canção às parlamentares Tia Eron, presente no programa, e Luiza Erundina, que foi candidata à presidência da Câmara dos Deputados.

Após o debate político entre os deputados e a apresentadora, Ana retornou ao palco e apresentou a canção ‘Esconderijo’.

Despojada e cheia de atitude, a cantora brincou sobre seu próprio visual e destacou a meia-calça rasgada: “Ficou velha mesmo e aí eu não tinha outra”. Esses rasgos seriam, segundo ela, fruto de sua entrega no palco durante os shows, uma vez que ela garante ser uma artista que “se deita, se joga, ‘se mata'” nas apresentações.

Ana afirmou que gosta dessa coisa do ‘delírio’ nos shows. “Eu sempre fui atraída por essa coisa da visceralidade”. A artista prosseguiu: “Eu acho que sempre fui atraída por cantoras que também têm esse estado de espírito”. Com a ajuda de Mariana Godoy, os nomes de algumas inspirtações de Cañas foram surgindo: “Bjork, Juliette Lewis, Nina Simone, Billie Holiday, Gal Costa nos anos 70, Elza Soares é bem visceral, Elis…”

A cantora falou sobre as várias tatuagens que tem espalhadas pelo corpo, algumas nitidamente de cunho feminista, outras que refletem paixões, como gatos e o cinema. “Eu sou gatomaníaca, tenho vários”, admitiu.

Ana Cañas contou que não começou cantando rock, diferentemente do que muitas pessoas pensam. “Eu comecei cantando jazz, fui cantar nos bares e fiz tudo ao contrário. Fui adentrando no rock por entender que é o lugar da atitude, de questionar filosoficamente a vida”.

A cantora falou de sua paixão pela cantora norte-americana Billie Holiday e destacou o sentimento pungente que marcava as interpretações da diva do jazz.

Sobre o amor pelo que faz, Ana ponderou: “Eu não conheço alguém que viva sem música. A gente é tragado por esse universo”. Ela contou, então, o que ouviu nesta sexta-feira (15) e completou: “Tenho ouvido muita ‘soul music’ americana. Eu sou muito eclética musicalmente e isso se reflete nas tatuagens, inclusive”.

Ana Cañas comentou sua experiência como atriz no filme ‘Amores Urbanos’ e destacou que foi algo muito bom: “Foi uma experiência muito interessante fazer cinema”, disse a cantora antes de mostrar mais uma de suas imagens: “Tenho o Ingmar Bergman tatuado. O primeiro filme que me pegou dele foi a Fonte da Donzela”, contou a artista ao se assumir uma cinéfila. Cañas confessou que muitas vezes é inspirada pelo cinema a fazer músicas e se mostrou grata pela carreira bem-sucedida: “É um privilégio e eu agradeço o universo todos os dias por isso ter se concretizado”. A cantora comentou a paixão de Mariana Godoy pelo jornalismo e filosofou: “Toda profissão tem sua poesia”.

Voltando ao filme, onde viveu uma personagem homossexual, ela foi questionada por Mariana Godoy se já havia beijado uma mulher em algum momento da vida e foi sincera na resposta: “Na adolescência, uma vez, e foi bem estranho, depois nunca mais”. Ela prosseguiu: “A gente está vivendo um momento importante de todos os direitos. Vamos viver a sexualidade onde a gente é feliz”. Para finalizar a entrevista e o programa, ela apresentou uma canção que fez para o ex-titã Arnaldo Antunes, “Tô Na Vida”.

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