Viva estreia especial com edições memoráveis do “Globo Repórter”

Foto: Divulgação/Viva
Foto: Divulgação/Viva

São mais de 40 anos de história, com reportagens, viagens e especiais que marcaram o telejornalismo brasileiro. No ar desde 1973, o “Globo Repórter” ganha uma programação especial no Viva, que relembrará edições inesquecíveis da atração, de 22 a 25 de agosto, às 23h.

Com novas cabeças de apresentação gravadas por Sérgio Chapelin, o “Festival Globo Repórter” reúne programas que exaltam a música brasileira dos anos 1980 e suas variações de ritmos, artistas e cultura. As edições foram ao ar originalmente na Globo na década de 1980.

“Se jornalismo é realmente a história do cotidiano, há reportagens que merecem ser vistas e revistas. Conhecer o passado, revisitá-lo no presente e refletir sobre o futuro são hábitos saudáveis de uma sociedade em busca de evolução. Neste momento em que a velocidade da informação pode até conflitar com a profundidade de conteúdo, lançamos um desafio para o nosso público: acompanhar um programa com histórias captadas há quase trinta anos”, comenta Chapelin, ao abrir o primeiro programa.

Entre os destaques do especial, a influência musical de artistas como Luiz Gonzaga, Gal Costa, Elba Ramalho e Nelson Ned. Uma edição fala sobre ícones do rock nacional como Lulu Santos, Blitz e Ritchie. A Bossa Nova e o Pagode são assuntos de um dos programas, que aborda o surgimento, os hits e as personalidades destes gêneros musicais.

O mergulho no baú de lembranças do “Globo Repórter” não para por aí. Além de resgatar entrevistas lendárias, o “Festival Globo Repórter” também traz momentos icônicos como a estreia de Pedro Bial como repórter do programa. Na época, o jornalista tinha 25 anos de idade. A lista de âncoras e repórteres tem ainda nomes como o saudoso Eliakim Araújo, Ernesto Paglia, Hermano Henning, Leilane Neubarth, Lucas Mendes, Sandra Passarinho e Teresa Cristina Rodrigues.

Dia 22 – A vida de Gonzagão

Na estreia do “Festival Globo Repórter”, o Viva exibe um programa dedicado a Luiz Gonzaga, que foi ao ar dois dias após o falecimento do “Rei do Baião”, em 1989. A edição reúne trechos da entrevista do artista concedida ao “Globo Repórter” em 1984, em conversa com o repórter Ernesto Paglia. O jornalista foi a Pernambuco entrevistá-lo, e Gonzagão revela histórias que vão desde suas origens até sua trajetória profissional.

A homenagem se estende à herança musical do intérprete que imortalizou “Asa Branca” e o luto dos fãs pelo país. Também são destaque as entrevistas de seu filho Gonzaguinha (Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior), de outros familiares e de Elba Ramalho.

Dia 23 – O sucesso de Elba Ramalho e Gal Costa

“O Nordeste é fonte de inspiração e celeiro de grandes inspiradores da música brasileira”, diz Chapelin, ao anunciar o programa do dia 23, um especial sobre duas cantoras que são referências nacionais: Elba Ramalho e Gal Costa.

Em 1986, Pedro Bial acompanhou de perto a rotina da paraibana Elba Ramalho. “Ela conseguiu vencer, graças a uma energia sem fim”, descreve o repórter. O dia da cantora começa em casa, dando entrevista para a atração. Depois, ela e Bial andam de bicicleta pela orla carioca, em direção à academia e ao estúdio em que ela ensaia e prepara a produção de um novo disco. À noite, é a vez de o “Globo Repórter” mostrar os bastidores de um espetáculo da cantora no Scala, no Rio de Janeiro.

A vida e trajetória de Gal Costa são destaque na matéria especial conduzida por Teresa Cristina Rodrigues, gravada em 1982. “Para mim, cantar é o alimento. É minha vida. Se eu não cantar, acho que morro”, declara a baiana. Durante a entrevista, a repórter pergunta se Gal prefere “casa ou palco”. A artista é categórica ao dizer que opta pelo palco: “Cantar segura minha barra de vida”. O programa mostra fotos e trechos de performances extravagantes de Gal em cima do palco.

Dia 24 – Pagode e Bossa Nova: a trajetória dos gêneros musicais

No dia 24, é a vez do especial abordar dois gêneros musicais brasileiros: o Pagode e a Bossa Nova. “Dois ritmos que surgiram no Rio de Janeiro – um da classe média e outro do subúrbio – mostram que o improviso é a chave para conquistar ouvidos, corações e mentes. Aqui e no exterior”, comenta Chapelin.

Em 1986, Sandra Passarinho visitou um dos principais redutos dos sambistas no Rio de Janeiro, o Cacique de Ramos. A repórter conversa com o grupo Fundo de Quintal, que, na época, contava com Arlindo Cruz, ainda conhecido como Arlindinho. Os músicos apresentam instrumentos novos e falam sobre a origem do Pagode. O programa também traz a oportunidade de rever imagens de Zeca Pagodinho antes da fama e da consagração de Almir Guineto ao receber um prêmio pela venda de 100 mil cópias de seu álbum, o primeiro disco de ouro do Pagode.

Leilane Neubarth e Lucas Mendes comandam as entrevistas do especial sobre os 25 anos da Bossa Nova, que foi ao ar em 1987. Em entrevista ao programa, Nara Leão fala sobre a importância de João Gilberto para o gênero. “Em primeiro lugar, ele revolucionou a maneira de cantar, a batida que ele fazia no violão. Antes dele, não tinha, era mais ‘quadrada’.”. Outros destaques da edição são Carlos Lyra, Luiz Eça e Tom Jobim. “A Bossa Nova certamente passará para a história, já está nos arquivos americanos. Ela já existe aqui, está tudo arquivado e editado. Coisa que você não tem no Brasil”, diz Tom, direto dos Estados Unidos.

Dia 25 – Os Novos Ricos do Rock e Nelson Ned

Para encerrar o festival no dia 25, o canal resgata as edições sobre “Os Novos Ricos do Rock” e Nelson Ned. “Há trinta anos, surgia uma classe que conseguia alcançar prosperidade, eram ‘Os Novos Ricos do Rock Nacional’. O programa de hoje também mostra o luxo em que vivia um dos gigantes intérpretes brasileiros: Nelson Ned”, explica Chapelin.

Pedro Bial estreou como repórter do “Globo Repórter” em 1983, no programa que evidencia fenômenos do rock nacional da época. “Lulu Santos, Blitz e Ritchie. O que eles têm em comum, além de vender muitos discos? Letras que aprendemos de primeira. Músicas que ouvimos e não esquecemos. Eles tomaram conta das ruas, do mercado, dos palcos e das rádios”, comenta Bial. Durante as corridas agendas dos músicos, a produção acompanha momentos como a participação da Blitz no “Cassino do Chacrinha”, a montagem de um show de Lulu e o assédio das fãs com Ritchie durante suas apresentações. Mas nem todos os músicos brasileiros já aceitavam o rock como gênero da MPB, é o que o programa recorda em entrevistas com João Nogueira e Alcione.

Em seguida, o “Festival Globo Repórter” destaca a matéria especial sobre o estouro de Nelson Ned na América como cantor de música romântica. No programa de 1984, Hermano Henning entrevista o convidado e vai a Ubá (Minas Gerais), cidade natal de Nelson, onde conversa com familiares do músico. A edição também mostra momentos emblemáticos de sua carreira como uma apresentação no “Cassino do Chacrinha” e um show na boate Copacabana, em Miami.

SERVIÇO

“Festival Globo Repórter” – inédito

Viva – Canal Globosat

De 22 a 25 de agosto

Horário principal: segunda a quinta, às 23h

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