Lee Taylor fala sobre morte de seu personagem em “Velho Chico”: “Já estava previsto na sinopse”

(Foto: Divulgação)
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Lee Taylor, ator que interpretou o jovem Martim em “Velho Chico“, atual novela das 9 da Globo comentou sobre o seu trabalho na trama de Benedito Ruy Barbosa.

Em entrevista a jornalista Patricia Kogut, do jornal “O Globo”, ele comentou, principalmente, sobre a morte do seu personagem, que não recebeu apoio do público.No entanto, Lee aprovou o final do personagem. “Já estava previsto na sinopse. Então, iniciei o trabalho consciente do caráter trágico do personagem. Me pareceu coerente com sua trajetória e com o enredo da novela. Foi uma solução que, de certo modo, surpreendeu por não cair no senso comum do final feliz que ele, por seu caráter, mereceria. Não mudaria nada da história de Martim.”, afirmou. “Busquei dar vida a um ser iluminado e tentei transmitir personalidade, sensibilidade, afeto e carisma por meio de suas ações. No entanto, não esperava a dimensão que Martim ganhou aos olhos do público”.

No capítulo da última sexta-feira, 30 de setembro, Martim ainda será visto em “Velho Chico”. Ele estará dentro do barco fantasma, o Gaiola Encantado, e verá a irmã, Tereza (Camila Pitanga), o pai, Afrânio (Antonio Fagundes), junto com Olívia (Giullia Buscacio), Miguel (Gabriel Leone) e os gêmeos do jovem casal. “Eu lhe disse, doutor, não disse? Por isso lhe trouxe, que era para o doutor poder ver! Agora vamos seguir viagem”, dirá Eugênio, o capitão do navio.

O ator gravou algumas cenas de Martim no barco antes da novela entrar no ar, em março deste ano. “A emoção naquele primeiro momento foi por ver o Velho Chico em condições críticas e por iniciar um trabalho tão relevante e singular. Agora, me emocionei por concluir a trajetória trágica de um personagem emblemático que muito me sensibilizou e por estar na reta final de uma obra que me transformou como ser humano e artista”.

Sobre a morte de Domingos Montagner, Lee comenta sobre o sofrimento de todos do elenco após a perda. “O primeiro contato que tive com Domingos foi ao vê-lo no espetáculo ‘A noite dos palhaços mudos’, em 2008. Tivemos um bom período de convivência durante a preparação para a novela, no entanto, acabei gravando poucas cenas com ele. Porém, em todas, conversamos muito e trocamos impressões. Pude sentir sua luz e generosidade. Tive uma empatia imediata, não só por fazermos parte da classe teatral de São Paulo, mas, principalmente, pela sua personalidade. Sua partida me deixou extremamente abalado. Ao mesmo tempo em que lamento profundamente, tento entender e aceitar a nossa impotência diante do imponderável”.

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