Análise: Mara Maravilha protagoniza cena de novela mexicana para não perder os seus últimos 15 minutos de fama – Vale tudo pelos holofotes?

Na televisão, assim como na vida, tudo é passageiro. Uma lagarta, logo será um casulo e dependendo da sua sorte, eis a metamorfose, nasce uma borboleta. Muitos famosos conquistaram os tão sonhados 15 minutos de fama, poucos conseguiram brilho para se manterem nos holofotes. O preço da fama é alto e quem não tem um bom preparo emocional, pode acabar no fundo do poço, basta as luzes se apagarem ou desviarem o foco. Isso acontece com qualquer participante de reality show e atinge até profissionais que já alcançaram o topo de suas carreiras.

Exemplos de celebridades e subcelebridades que surgiram como um meteóro e simplesmente foram esquecidos pelo público e pela crítica são inúmeros e mostram que tudo tem seu prazo de validade. Há quem morre como uma lagarta, tem quem se torne um casulo e do nada ressurja como borboleta. Na publicidade, uma das máximas é “quem não é visto, não é lembrado”, o que não deixa de ser uma regra também na televisão. Se por outro lado, “quem não tem competência não se estabelece”, muitas vezes tudo não passa de uma utopia quando não se tem oportunidade.

Mara Maravilha, hoje com 50 anos, teve muito mais do que os seus 15 minutos de fama. Chegou ao auge na década de 90, passou por uma fase de altos e baixos, entrou em depressão, se converteu ao Evangelho e tentou de inúmeras formas voltar ao maravilhoso mundo das celebridades. Foi só em 2015, quando participou do reality “A Fazenda”, sendo uma das mais polêmicas participantes que a ex-pupila de Silvio Santos conseguiu mais uma oportunidade. Sabendo que esses poderiam ser seus últimos 15 minutos, a baiana crente em Deus, não pensou duas vezes. Assumindo uma personalidade explosiva, aceitou apimentar o “Fofocando”, hoje “Fofocalizando”, um programa de fofocas do SBT, criado por Silvio Santos. Fazer fofocas e criticar os outros não parece casar com a missão de quem se diz convertido à Deus.

Quanto vale a fama? Mara Maravilha não quer perder seus últimos 15 minutos como celebridade e posto de queridinha de Silvio Santos.

Muito criticada por internautas por seus comentários polêmicos e brigas (armadas ou espontâneas – na TV, nem tudo é o que parece), diariamente nas tardes do SBT, Mara não aceita ser carinhosamente chamada pelos colegas como a “dona da razão”, se diz perseguida e injustamente bombardeada pelo direito constitucional da liberdade de expressão (o inverso é extremamente proibido pela artista). Aquela garota que Silvio Santos trouxe da Bahia, deu apartamento e um carro, além de uma importante trajetória na programação infantil da emissora, duas décadas depois de quase cair no anonimato, reencontrou o padrinho que novamente lhe estendeu as mãos. Disse o criador para a criatura: “vai lá e faz acontecer”. Mara obedeceu e sabendo o que o mito sempre valorizou desde quando era um simples camelô, a evangélica considerada a oitava “maravilha” do mundo aterrissou no CDT da Anhanguera para causar, mesmo que para os holofotes não se apagarem novamente, seja preciso protagonizar um choro sem lágrimas e uma tentativa evidente de conseguir prestígio com a manjada fórmula do vitimismo.

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Júlio César Fantin

Trabalhou em empresas de comunicação como SBT SC, Band SC e Regional FM. Criou o site Portal G e o portal Ouvintes. É colunista de TV desde 2012. Atua no BastidoresDaTV, desde janeiro de 2015. colunajuliofantin@gmail.com

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