Corta pra ele: O eterno legado deixado pelo jornalista Marcelo Rezende

“Põe exclusivo meu filho, dá trabalho pra fazer”. Hoje vamos falar do jornalista Marcelo Rezende, falecido aos 65 anos, na tarde deste sábado (16), vítima de um câncer raro no pâncreas que irradiou para o fígado. O bem-sucedido jornalista e apresentador do “Cidade Alerta”, da Record TV, com importante passagem pela Rede Globo, profissional dedicado ao jornalismo, com quatro décadas de profissão. O carioca que nasceu e cresceu pobre, como grande parcela dos brasileiros, criado num cortiço no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. O profissional que vivia sua melhor fase, até maio deste ano, quando descobriu a causa do que quatro meses depois ocasionaria seu falecimento.

Brasil se despediu da lenda. “Tem gente que olha a morte e acredita no fim. Eu não acredito. Vencer não quer dizer sobreviver. É muito mais, é estar alinhado com algo que você crê”.

O eterno contador de histórias, enfrentou a doença, mostrando-se um grande guerreiro de fé. Revelou que ao abrir uma garrafa de vinho, uma de suas principais paixões, descobriu que não estava bem. Em sua última entrevista, concedida ao “Domingo Espetacular”, revelou ser um iluminado, crente à Deus. “Eu não tenho medo da morte… Eu sou feliz. Porque tem gente que só descobre Deus nos momentos de dificuldade. Eu não. Desde que eu sou criança eu tenho confiança e conhecimento em Deus”. E foi da mesma forma que fez durante sua vitoriosa carreira no jornalismo, que Rezende narrou seu próprio drama. Deixou claro que a morte, jamais seria uma derrota, pois sua fé inabalável o deu a confiança de um recomeço e o sopro necessário para seguir firme até seu último suspiro.

Rezende implantou um novo método para falar de notícias pesadas, em seu retorno ao “Cidade Alerta”.

Só Deus é dono de nossas vidas. A fé de Marcelão, nestes meses de profunda esperança e agonia, é o maior exemplo da existência divina, até para quem não tem fé. Um outro grande exemplo que marcará para sempre foi sua amizade com o colega Geraldo Luís. Ele quis poupar o amigo nos últimos momentos, pois tinha consciência que seu “renascimento” era questão de dias. Rezende é mais um exemplo conhecido de que nada importa os bens materiais, quando a vida dá sinais de despedida.

Amigos, até nos últimos momentos.

A lição deixada pelo jornalista é autoperceptível: o Amor é o único dom que jamais morrerá. Quem ama, tem fé. Quem crê, ama infinitamente. Ele poderia ter seguido o tratamento convencional, mas tinha convicção de que suas chances eram mínimas. Preferiu aceitar o que sabemos que é nossa única certeza: o fim; ou o reinício de uma história. Corta pra Ele, Pai!

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Júlio César Fantin

Trabalhou em empresas de comunicação como SBT SC, Band SC e Regional FM. Criou o site Portal G e o portal Ouvintes. É colunista de TV desde 2012. Atua no BastidoresDaTV, desde janeiro de 2015. colunajuliofantin@gmail.com

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