Teleton: Os bastidores da maratona da solidariedade – Estamos prontos para mais 20 anos?

Quem acompanha de casa, pela TV ou através da internet, se emociona todos os anos com o “Teleton”, a maratona televisiva da solidariedade, promovida pela AACD, sob o comando do SBT e a participação da “Rede da Amizade” (pelo menos, essa sempre foi a intenção do “Homem do Baú”). Há 20 anos, Hebe Camargo convenceu Silvio Santos em “gerar” a versão brasileira do “Teleton”. A eterna rainha faleceu em 2012, mas a nova madrinha Eliana, ao lado do padrinho Daniel, continua mantendo viva a maior maratona televisiva da TV brasileira.

Quem já teve a oportunidade de acompanhar de perto o que é o “Teleton”, em seu íntimo, como é o caso deste colunista, sabe o quanto trabalho é necessário para realizar cada edição, sempre tendo em vista a dura missão de arrecadar dezenas de milhões de reais para a manutenção anual de todas as unidades da AACD. Em 2017, a meta era de R$ 28 milhões, mas chegou a quase R$ 30 milhões, no encerramento da Maratona, por volta das 00h05 deste domingo (29). No entanto, em diversos momentos, a arrecadação parecia estar mais baixa do que outros anos e a preocupação era iminente.

Diversos artistas participaram dos 20 anos de “Teleton” – Novidade foi a estreia do “Teleton Mais”, com conteúdo exclusivo para a internet, durante mais de 28h. Com a nova aposta, comandada por Celso Portiolli e Maísa Silva, o número de doações via internet cresceu 10%.

Apesar de mais de 300 artistas passarem pelo SBT, durante o programa, alguns cedidos por outras emissoras de TV (algumas ainda insistem em não liberar), mesmo após duas décadas, hoje é difícil de pensar em um “Teleton” atingindo sua meta milionária, sem a importante e marcante presença de Silvio Santos, que completa 87 anos em dezembro. Será que a chamada “Tropa do Cheque” estará disposta a doar os mesmos valores quando o dono do SBT não mais estiver no comando? E porque a “cultura brasileira” não permitiu que este respeitado projeto fosse feito e transmitido em parceria por todas as emissoras, como acontece em outros países?

Em pleno 2017, “fazer o bem continua fazendo muito bem”, mas o que justifica donos e diretores de outros canais, simplesmente vetarem seus artistas de participarem de uma campanha tão nobre e solidária? É preciso repensar o “Teleton” para os próximos 20 anos e principalmente, o Brasil necessita com urgência se unificar, amar e se doar mais.

Equipe do BastidoresDaTV acompanhou mais um Teleton de perto. Em breve, as dezenas de entrevistas serão publicadas no site. Participaram da cobertura: Reuber Diir, Júlio César Fantin, Paulo Carvalho e Hialley Gouveia.

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Júlio César Fantin

Trabalhou em empresas de comunicação como SBT SC, Band SC e Regional FM. Criou o site Portal G e o portal Ouvintes. É colunista de TV desde 2012. Atua no BastidoresDaTV, desde janeiro de 2015.

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