Elenco de “Liberdade, Liberdade” fala sobre final de Rubião

(Foto: Reprodução/TV Globo)
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Na noite da última quinta-feira, 04 de agosto, foi ao ar o último capítulo de “Liberdade, Liberdade“. Muitos esperavam pelo fim que o autor Mario Teixeira decidiu para Rubião, papel de Mateus Solano na trama das onze.

Pois bem, vários atores da trama expuseram a sua opinião sobre como deveria ser o fim do vilão. Na novela, ele morreu após uma facada nas costas dada pela governanta da casa, Anita (Joana Solnado). De acordo com as informações da jornalista Patricia Kogut, em entrevista ao jornal “O Globo”, Mateus Solano comentou sobre o fim do personagem.

– Acho que não há nada de defensável no Rubião – afirma Mateus, acrescentando que um dos grandes desafios deste papel foi  “mostrar o que está acontecendo atrás do olho”, esconder as intenções do personagem.

Solano comenta que se Rubião estivesse no nosso tempo, não saberia opinar sobre um fim a altura do personagem.

– O que foi feito, já foi feito, então, não há como se redimir pelo que você fez… Mas há como se tornar uma pessoa melhor para o futuro. Assim, certamente não seria ser preso no Brasil, né?! Porque a prisão acaba criando e ensinando bandidos. Então, qual seria desfecho ideal? Colocá-lo num tratamento psiquiátrico? Eu não saberia, à esta altura do campeonato – diz Mateus. – No contexto dessa sociedade de 1800, a única saída seria a morte, porque naquela época a sobrevivência estava acima de qualquer coisa.

Seus colegas de elenco comentaram sobre possíveis finais para Rubião, confira:

Lilia Cabral, (Virgínia, mãe de Rubião): “Acho que o grande castigo dele seria apodrecer na cadeia, recebendo sempre a visita de Joaquina (Andreia Horta) e Xavier (Bruno Ferrari)”.

Bruno Ferrari (Xavier): “Eu acho que ele deveria sofrer bastante (risos). Não sei nem se ele merece a morte, mas merece sofrer, pagar por tudo o que fez”.

Ricardo Pereira, (Capitão Tolentino): “Acho que Rubião deveria ter um final solitário e sofrido. Foi um personagem que não olhou os meios para chegar a seus objetivos. Passou por cima de tudo e de todos”.

Andreia Horta (Joaquina/Rosa): “Acho que ele deveria pagar diariamente com o próprio sofrimento, em uma condenação à altura de seus atos”.

Maitê Proença, (Dionísia): “Trabalhos forçados por um ano. Depois, a forca. Para humilhar, baixar a crista da hipocrisia e encerrar toda a maldade”.

Letícia Isnard (Simoa): “Acho que Rubião devia acabar preso, julgado e condenado a muitos e muitos anos naquela masmorra. Até porque a morte seria, de certa forma, libertadora para ele. Já a prisão poderia ser uma chance de ele refletir e se recuperar. Afinal, a prisão de Villa Rica não era tão hiperlotada como os nossos presídios de hoje, né…”.

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