Tatiana Sampaio é a mulher mais admirada do Brasil

Tatiana Sampaio é a mulher mais admirada do Brasil

Uma pesquisa nacional realizada de maneira independente pela Hibou Pesquisas e Monitoramento nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, com 1.314 respondentes, investigou quais são as mulheres públicas mais admiradas pelos brasileiros em diferentes áreas. No questionamento espontâneo da mulher que você mais admira, a cientista Tatiana Sampaio lidera com ampla vantagem, sendo citada por 22,3% dos entrevistados como a mulher pública que mais admiram atualmente. Na sequência aparecem Fernanda Montenegro (5,1%) e Paolla Oliveira (5,0%). Montenegro aparece novamente mas em primeiro lugar na vertical “artes”.

Ainda na categoria geral, outros nomes que também aparecem entre os mais citados incluem Michelle Bolsonaro (4,4%), Nathalia Arcuri (3,3%), Ivete Sangalo (3,2%), Luiza Trajano (3,1%), Virginia Fonseca (3,1%) e Fernanda Torres (2,8%), além de figuras como Ana Maria Braga, Luisa Mell, Cármen Lúcia, Bruna Lombardi, Viviane Araújo, Grazi Massafera e Simone Mendes.

Ao todo, da lista geral, 126 mulheres foram citadas espontaneamente, sendo que 38 delas concentram 80% das menções.

Confira abaixo os destaques e números por vertical, considerando sempre o TOP2BOX de admiração (pessoas que marcaram que “admiram” ou que “admiram muito”).

Política: Marina Silva lidera admiração entre brasileiras da política

Entre as mulheres da política, Marina Silva aparece na primeira posição, com 34,4% de avaliações positivas. Em seguida estão Michelle Bolsonaro, com 31,2%, e Benedita da Silva, com 26,9%.

O levantamento também avaliou outras lideranças políticas relevantes, como Simone Tebet (26,5%), Tábata Amaral (24,6%), Erica Hilton (21,5%), Anielle Franco (19,1%) e Sonia Guajajara (19,8%), além da ex-prefeita Marta Suplicy (16,7%).

Esporte: Daiane dos Santos lidera com mais de 80% de admiração

No esporte, a ginasta Daiane dos Santos aparece como a atleta mais admirada, alcançando 81,9% de avaliações positivas.

O pódio é completado por Rebeca Andrade (73,8%) que planeja voltar este ano e pela  lenda do futebol brasileiro: Marta, com 73,0%

Outras atletas também aparecem com alto reconhecimento entre os brasileiros, como Hortência, com 72,0%, Raissa Leal (63,9%), Beatriz Ferreira (56,5%) e Formiga (47,3%), além da dirigente esportiva Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Artes: Fernanda Montenegro lidera ranking de admiração

Entre as mulheres das artes, a atriz Fernanda Montenegro ocupa o primeiro lugar, com 76,8% de avaliações positivas.

Na sequência aparecem Gloria Pires (73,4%) e Paolla Oliveira (73,2%), formando o top 3 da categoria.

Também aparecem no ranking nomes como Fernanda Torres (67,1%), Regina Duarte (59,9%), Taís Araújo (54,7%) e Larissa Manoela (24,4%).

Música: Marisa Monte, Ivete Sangalo e Maria Bethânia lideram

Na categoria música, o ranking é liderado por Marisa Monte, com 63,1% de avaliações positivas, seguida de Ivete Sangalo (62,8%) e Maria Bethânia (55,2%).

Outros nomes populares também aparecem no levantamento, como Iza (29,4%), Ludmilla (16,2%) e Anitta (18,0%).

Apresentadoras e influenciadoras: Tata Werneck lidera

Entre apresentadoras e influenciadoras, Tata Werneck ocupa a primeira posição, com 42,7% de avaliações positivas.

Na sequência aparecem Xuxa (38,1%) e Sabrina Sato (37,0%)

O ranking também inclui nomes como Rita Lobo (33,9%), Virginia Fonseca (19,6%), Juliette (12,1%), Bianca Andrade (Boca Rosa) e Camila de Lucas.

Jornalismo: Renata Vasconcelos, Fátima Bernardes e Maju Coutinho lideram

No jornalismo, o ranking é liderado por Renata Vasconcelos, com 50,7% de avaliações positivas, seguida por Fátima Bernardes (49,7%) e Maju Coutinho (45,4%).

Também aparecem entre os nomes avaliados Renata Lo Prete (45,3%), Andréia Sadi (28,7%), Malu Gaspar (24,9%), Daniela Lima (16,4%) e Aline Midlej (17,6%).

Empresárias: Gisele Bündchen lidera ranking e Luiza Trajano é lembrada

Entre as empresárias brasileiras, Gisele Bündchen aparece na primeira posição, com 60,1% de avaliações positivas.

O ranking segue com Luiza Trajano (41,1%) e Cristina Junqueira, do Nubank (24,0%). Outras empreendedoras avaliadas incluem Nathalia Arcuri (20,6%) e Zica Assis (8,7%).

“Em um país onde as mulheres se destacam cada vez mais na arte, na ciência, no esporte, na política e nos negócios, um novo levantamento revela quais são as brasileiras que mais despertam admiração no público. O ranking reúne nomes reconhecidos por sua trajetória, talento e impacto na sociedade, em um retrato de liderança feminina construído por conquistas, ideias e transformações, e não por padrões estéticos”, diz Ligia Mello, CSO da Hibou e coordenadora da pesquisa.

Metodologia

A pesquisa foi realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, com 1.314 respondentes, por meio de painel digital nacional. A amostra inclui brasileiros com 18 anos ou mais, de todas as classes sociais, com margem de erro de 2,7%.

Quem é Tatiana Sampaio?

Por mais de 25 anos, a professora Tatiana Coelho de Sampaio avançou suas pesquisas como costuma ocorrer em dezenas de laboratórios universitários espalhados pelo país: de forma discreta e longe dos holofotes.

Tudo mudou no segundo semestre do ano passado, quando o trabalho dela conquistou repercussão nacional e a converteu no nome que trouxe esperança para pacientes com lesões medulares que sonham em recuperar a mobilidade.

Tatiana é o rosto mais famoso por trás da polilaminina, um medicamento experimental que tem dado muito o que falar nos últimos meses – e vem sendo foco de promessas (por enquanto) exageradas que já tomam conta das redes sociais.

Chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, ela se tornou um nome conhecido dos brasileiros após a publicação da pesquisa pioneira, em agosto de 2025, indicando os potenciais do medicamento estudado por sua equipe.

Conheça um pouco mais sobre ela e o estágio atual das pesquisas.

Trajetória acadêmica

Hoje com 59 anos, Tatiana passou a maior parte da sua carreira acadêmica na UFRJ, onde é professora desde 1995. Tendo cursado da graduação em ciências biológicas ao doutorado em ciências na instituição pública carioca, ela também fez estágios de pós-doutorado na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e na de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha.

Desde os anos 1990, ela liderou pesquisas sobre a laminina, uma proteína presente naturalmente no organismo, que tem o potencial de atuar na modulação celular e regenerar tecidos nervosos. A polilaminina, por sua vez, é um polímero elaborado a partir dessa proteína e que, aplicado diretamente à coluna, seria capaz de devolver os movimentos (de forma total ou parcial) a quem sofreu lesões medulares.

Embora trabalhos do grupo da UFRJ nesse sentido venham avançando há décadas, foi apenas com a divulgação dos resultados promissores no ano passado que o nome de Tatiana Sampaio passou a circular entre o público geral. Muitas vezes, é citado, até, como uma esperança brasileira para ganhar um futuro Nobel de Medicina.

Apesar de trazer grande expectativa, porém, a polilaminina ainda é um medicamento experimental cuja aplicação em seres humanos precisa passar por uma série de estudos até ser confirmada como uma alternativa viável e segura para os pacientes.

O que falta entender sobre a polilaminina?

Você deve ter lido histórias de pessoas que realizaram tratamentos com polilaminina e, em alguns casos, inclusive tiveram bons resultados. O que talvez não saiba é que esses poucos registros ocorreram através da judicialização.

Ou seja: situações em que a pessoa recorreu à Justiça para ter acesso a uma droga que ainda não está disponível e, neste caso, não foi devidamente aprovada para uso em seres humanos. Há riscos, muitas vezes desconhecidos, envolvidos nessas aplicações.

Em linhas gerais, hoje ainda não é possível afirmar que o remédio é seguro e eficaz para uso em seres humanos.

Os dados existentes não passaram pela revisão por pares, e a ausência de testes controlados e comparados a um placebo não permite garantir que eventuais melhoras realmente vieram do remédio. Isso porque cerca de 15% das pessoas com lesões medulares completas podem recuperar as funções motoras naturalmente, sem qualquer medicamento.

É preciso estudar mais para entender se a droga faz uma diferença estatisticamente relevante.

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