Ator de “Justiça” diz que cenas de estupro assustaram sua mãe

Foto: Reprodução

Na série “Justiça”, da Globo, Oswaldo, personagem de Pedro Wagner apesar das atrocidades que comete, é simplesmente um enigmático pintor que estuprou Débora (Luisa Arraes). Mas Pedro já percebe o carinho do público.

“Fui a um mercado e um homem disse bem alto: ‘Você é aquele estuprador (pausa)… Que está na novela’. As pessoas começaram a olhar, procurando saber quem era e, algumas, concordando. Eu ri e enfatizei, sem graça, que era o ator da série. Não foram agressivos. Seria o mesmo se eu fosse um porteiro. Agora, imagina se falam essa frase solta e tem um policial passando na hora”, disse ele ao jornal Extra.

O ator pernambucano de 34 anos estreia na TV após 15 anos de carreira no teatro com o grupo Magiluth. Com voz mansa e bom humor, natural de Garanhuns, ele contou ao jornal que, em casa, o peso das palavras das mulheres de sua família é grande.

“Minha mãe tem aflição em me ver nas cenas. Ela nunca me viu fazendo algo tão violento e desagradável. Para as mulheres da minha casa, é chocante ver a história. Mas, passada a barreira, assumem a consciência e a importância do texto. É uma situação que precisa ser altamente combatida”.

 O ator confessou ao Extra que, para ele, também não é tarefa simples. “Para mim também é difícil me ver na tela dessa maneira grotesca, mas a proposta é essa”.

 Apesar de o passado de Oswaldo ainda ser um mistério, no presente o que se sabe além dos estupros que pratica é que ele é o irmão rejeitado de Firmino (Julio Andrade). Em relação ao futuro, um novo ataque a Débora acontece.

“A personagem da Luisa está num momento de empoderamento muito bom. Tem gente que vai dizer que a história é um horror, mas isso leva à discussão. A gente tem uma cultura equivocada de culpar a vítima no caso de estupro”.

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