“As pessoas se levantaram e começaram a gritar”, diz sobrevivente de voo da Chapecoense

Dois dos seis sobreviventes do voo da Chapecoense que deixou 71 mortos na noite desta segunda-feira (28) deram suas primeiras declarações nesta terça-feira. A Chapecoense enfrentaria nesta quarta-feira, em Medellín, o Atlético Nacional na partida de ida da final da Copa Sul-Americana.

“As luzes se apagaram e não lembro mais de nada”, disse a aeromoça da companhia aérea boliviana Lamia, Ximena Suárez, para a secretária de governo do departamento de Antioquia, Victoria Eugenia Ramírez, ao ser resgatada na montanha El Gordo, localizada no município de La Unión, onde ocorreu o acidente.

O aviãoAvro Regional RJ85 com 77 pessoas a bordo “declarou estado de emergência” na noite de segunda-feira, por volta das 22h (hora local) “com pane elétrica” quando se aproximava do Aeroporto Internacional José María Córdova, em Medellín.

O comissário Erwin Tumiri afirmou aos jornalistas: “Sobrevivi porque segui os protocolos de segurança. Diante da situação, muitos se levantaram de seus lugares e começaram a gritar. Coloquei as malas entre minhas pernas para formar a posição fetal recomendada nesses casos de acidentes”.

Além de Ximena e Tumiri também sobreviveram ao acidente os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann, e Hélio Neto, e o jornalista Rafael Henzel, que foram internados em diferentes hospitais próximos de Medellín.

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