Com baixa audiência, Luiz Bacci deixa o comando do “Alô Você” no SBT
Após oito meses amargando baixos índices de audiência e levando sufoco do “Jogo Aberto” (Band), Luiz Bacci pediu para deixar o comando do programa “Alô Você” (SBT).
Curtindo suas férias desde o dia 18 de dezembro, Luiz Bacci comunicou ao SBT nesta sexta-feira (30/01) que não retornará ao comando do programa jornalístico, que estava marcada para a próxima segunda-feira (02/02).
Com três horas de duração, o “Alô Você” estreou em maio de 2025 na faixa das 11h00 da manhã para bater de frente com o “Balanço Geral” (Record). Porém, o ex “menino de ouro” não conseguiu alavancar os índices da emissora fundada por Silvio Santos e conquistou no máximo a medalha de bronze na disputa pela audiência.
Com audiência oscilando entre 2 e 3 pontos, a atração comandada por Luiz Bacci perdia frequentemente para o programa esportivo de Renata Fan na faixa das 11h00 às 13h00. Só conseguia respirar e se distanciar da Band na faixa das 13h00 às 14h00, quando concorria com o esportivo do Craque Neto (Os Donos da Bola).
Agora, Luiz Bacci resolveu abandonar o jornalismo e vai se reunir com Daniela Beyruti na próxima semana para tentar convencê-la a estrear um novo programa na área do entretenimento, estilo “Viva a Noite”.
Bacci tem ambição por apresentar um programa de auditório semanal, aos sábados ou domingos.
“Eu estou deixando o Alô, Você, que já era sabido. Não quero mais programa diário. Aí vamos falar sobre algum semanal talvez”, informou Luiz Bacci em entrevista ao site “Notícias da TV”.
Será que vai dar certo?
Luiz Bacci grava vídeos atacando o Banco Central e defendendo o Banco Master
Luiz Bacci, apresentador do programa “Alô Você” no SBT, publicou nos últimos dias pelo menos quatro vídeos em suas redes sociais em que critica o Banco Central (BC) e defende o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Ele seria um dos diversos influenciadores que foram pagos para atacar à autarquia federal nas redes sociais. O âncora do SBT não se pronunciou sobre o caso.
Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, Bacci publicou o primeiro vídeo sobre o Master em 18 de dezembro. Na gravação, o jornalista repercutiu o fato de Jhonatan de Jesus, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), ter pedido explicações ao BC sobre a liquidação do banco de Vorcaro, apontando indícios de precipitação.
“Ninguém conseguiu engolir algo como uma fraude bilionária onde não apareceu nenhum cliente sequer reclamando, dizendo que o Banco Master está devendo para ele. Como alguém consegue fazer uma fraude bilionário estando sujeito às regras do Banco Central?”, disse Bacci no vídeo.
“Quem teve interesse de liquidar um banco de uma hora para outra? Quem teve interesse de, no dia para a noite, simplesmente liquidar um banco? Há suspeita de uma manobra política de algum grupo financeiro, político, para desestabilizar o Banco Master”, apontou o âncora do SBT.
No dia 29, um novo vídeo, em que Bacci afirmou que a liquidação do Master foi “feita na surdina e na calada da noite”. A informação é falsa, já que o BC analisou o caso durante mais de cinco meses, e a decisão pela liquidação foi comunicada assim que decretada.
“E essa série de escândalos envolvendo o Banco Central? O que que é isso? Um escândalo sem precedentes que envolve a liquidação na surdina, na calada da noite, que envolve o Banco Master. Pelo que estou entendendo estão suspeitando que tem mutreta na tal liquidação do Banco Master”, disse o apresentador na gravação compartilhada em suas redes.
Ele ainda insinuou que a suposta “mutreta” teria envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ora, o Banco Central é uma instituição de muita credibilidade. A gente quer acreditar que é um órgão regulador idôneo. O presidente [Gabriel Galípolo] foi escolhido pelo Lula. Como é que pode estar no alvo de tanto escândalo? Daqui a pouco a população brasileira vai desconfiar, e com toda a razão, se a taxa de juros altíssima, que não para de bater recorde, é honesta, se está sendo definida de maneira transparente”, discursou.
Logo na virada do ano, em 1º de janeiro, Bacci publicou o terceiro vídeo. Nele, replicou os argumentos que Daniel Vorcaro deu em seu depoimento para a Polícia Federal. “Vorcaro foi enfático, negou qualquer tipo de irregularidade, afirmou que não houve fraude, e que os fatos divulgados até agora estão distorcidos e apresentados fora de contexto”, disse ele, atribuindo a mensagem a fontes não identificadas.
O jornalista do SBT ainda questionou o fato de o dono do Master ter sido preso 42 minutos depois de anunciar que venderia o banco para um fundo que injetaria R$ 3 bilhões e resolveria o problema de liquidez da instituição. O que Bacci não falou foi que a PF decidiu agir rápido porque acreditava que a proposta seria uma “bomba de fumaça” para que ele conseguisse fugir do país. Vorcaro foi detido no aeroporto de Guarulhos, prestes a viajar para Dubai.
No quarto e último vídeo, publicado em 5 de janeiro, Bacci fez um ataque direto ao BC, questionando “a histeria toda contra a abertura da caixa-preta do Banco Central”. “O TCU não está fazendo uma devassa. Ele está fazendo a única coisa que resta de digno neste País, acendendo a luz. É justamente por isso que as baratas estão correndo pelos corredores. É a maior confissão de culpa, que não querem que você veja”, disparou o âncora.
Campanha de descredibilização
A campanha de descredibilização do Banco Central veio à tona após o vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), ter revelado que recebeu uma proposta para integrar o “projeto DV” (iniciais de Daniel Vorcaro), para publicar conteúdo em defesa do Banco Master em suas redes socias –ele tem 1,8 milhão de seguidores apenas no Instagram.
Gabriel não só recusou o contrato como decidiu expor tudo. O deputado estadual Leo Siqueira (Novo-SP), afirmou ter recebido um convite similar –ele já tem uma atuação crítica ao Banco Central, mas rejeitou o acordo quando entendeu que também precisaria valorizar Vorcaro e o Master.
O jornal O Globo noticiou que a remuneração de quem aceitou a proposta podia chegar a R$ 2 milhões, a depender do número de seguidores. Os recursos, segundo a publicação, seriam repassados pela agência MiThi, de Thiago Miranda, ex-CEO do Grupo Leo Dias. O jornalista de celebridades afirmou que o ex-sócio se desligou da empresa há meses.
“Thiago Miranda atuou como CEO do Grupo Leo Dias, cargo do qual se desligou em junho de 2025, não mantendo, desde então, qualquer função de gestão, decisão ou representação em nome da empresa”, explicou Dias.
Na sexta-feira (09/01), Daniel Vorcaro afirmou que não teve nenhum envolvimento na contratação de influenciadores. Seus advogados ainda solicitaram a investigação da propagação de “fake news e crimes contra a honra”.
