“Profissão Repórter” invade a rotina dos astros dos games

Foto: Reprodução
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A menos de um mês dos Jogos Olímpicos Rio 2016, um campeonato lotou o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, no último sábado, com mais de 10 mil pessoas. Os “atletas” que se apresentavam ali, na final do Circuito Brasileiro de League of Legends, treinaram muitas horas por dia, ficaram concentrados e são idolatrados por muitos jovens. O ‘Profissão Repórter’ desta quarta-feira, dia 13, entra no mundo dos games e acompanha de perto o dia a dia dos times CNB e INTZ, que chegaram à disputa do título da etapa nacional da competição – uma espécie de Campeonato Brasileiro de Futebol.

Durante algumas semanas, os repórteres Erik von Poser e Mayara Teixeira se dividiram entre os clubes e visitaram as casas onde os jogadores moram, que lembram repúblicas universitárias, mas repleta de mordomias, como cozinheira, governanta, motorista particular, psicólogos e até nutricionistas. Para jogar cerca de nove horas por dia, de segunda a sexta, os rapazes, que têm idades entre 17 e 21 anos, em média, podem receber salários que vão de R$ 3 mil a R$ 6 mil.

“Na casa do INTZ, nós vamos mostrar a história do Yang, um dos jogadores do time. Ele teve muita dificuldade para convencer os pais a deixá-lo sair de São José dos Campos e morar em São Paulo para jogar”, explica Mayara, que ficou impressionada com a final do evento, realizada no último sábado. “É uma estrutura muito grande, são mais de 10 mil pessoas, é um grande espetáculo mesmo”, finaliza.

Do lado oposto, von Poser segue os passos dos atletas do CNB, que têm, entre suas obrigações, sair um dia da semana juntos, para fazer alguma atividade social. “Eles são tão meninos que, na hora de sair, não sabem nem o que fazer, ficam debatendo horas sobre onde ir”, comenta o repórter. Ele também foi convidado a jogar um pouco, mas perdeu “em minutos, e por várias vezes”. “Nosso maior desafio na produção desta reportagem é fazer este assunto ficar interessante para o público em geral, e não apenas para quem é ligado em games”, reforça von Poser.

Já o repórter Victor Ferreira tem como objetivo mostrar como essa indústria tem crescido no Brasil. Uma produtora de games registrou um crescimento de 380% nas exportações no ano passado e já conta com mais de 50 funcionários. Jogadores do mundo inteiro testam os games em desenvolvimento da empresa e participam de grupos para dar sugestões e fazer críticas. Este é o caso de Mestre-X, que sequer foi apresentado pessoalmente aos desenvolvedores, mas terá sua identidade revelada nesta reportagem.  O “Profissão Repórter” vai ao ar às quartas-feiras, depois do Futebol.

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